Debate sobre conjuntura e políticas para mulheres em Promissão

A deputada Márcia Lia discutiu conjuntura política nacional, programas em atendimento a mulheres e o desmonte das leis trabalhistas no Seminário de Políticas para Mulheres do Território da Central da Noroeste Paulista, na Agrovila Campinas, em Promissão, na manhã desta segunda-feira, 11/9. Estiveram presentes representantes sindicais, assentados da reforma agrária e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra de Promissão, Presidente Epitácio e Pirajuí. "Este é um momento em que temos de ter coragem para lutar, especialmente as mulheres, porque somos as mais prejudicadas pela atual política de desmonte do governo federal. Não podemos perder nossa capacidade de nos indignar com as injustiças e desigualdades, e para seguir resistindo precisamos nos formar e nos informar", disse a deputada. O evento "Nenhum Direito a Menos, Nenhuma a Menos" está sendo organizado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo (Fetaesp) nos demais territórios do Estado, tratando de temas relacionados ao dia a dia das mulheres assentadas e produtoras rurais da agricultura familiar, como empoderamento, reformas trabalhista e previdenciária, Lei Maria da Penha, violência contra as mulheres, políticas públicas para mulheres, a mulher na produção agroecológica e a mulher no movimento sindical, dentre outras. A deputada falou sobre seu projeto de lei que define cota para mulheres vítimas de violência doméstica em programas de habitação do governo do Estado, que recebeu voto favorável da Comissão de Direitos Humanos e está pronto para ir a votação, em plenário, e das ações para a instalação de um anexo especial para atendimento a mulheres em Araraquara. Márcia Lia detalhou as mudanças da lei trabalhista, que impactam especialmente as mulheres grávidas e lactantes. Dentre as alterações do texto está a permissão para que as mulheres exerçam atividades de insalubridade mínima e média durante a gestação, expondo mães e filhos. Outro ponto da discussão foi a possibilidade de os patrões negociarem diretamente com os empregados e empregadas, sem intervenção de sindicato e soberana às determinações do acordo coletivo. A deputada ainda ressaltou a importância da participação da mulher na política para representar a parcela de 52% da população e de 53% do eleitorado, mas que ocupa apenas 9% das cadeiras da Câmara Federal, 10% da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e 14% do Senado. "Temos apenas uma prefeita de Capital, 11% de prefeitas pelo Brasil e 13% de vereadoras. Isso significa que as mulheres não confiam nas outras mulheres na hora do voto. E eu pergunto se vocês acham que os homens conseguem ter a mesma dimensão de mundo que nós temos e conseguem entender as dificuldades que são inerentes ao universo feminino? Eu tenho certeza que não. E acho que as mulheres precisam ocupar esses espaços", finaliza Márcia Lia.
12/09/2017 (00:00)

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