Audiência pública para debater crise Unesp e contratação precarizada de docentes

Nesta sexta-feira, 15/9, a Assembleia Legislativa vai sediar audiência pública para debater a situação da Unesp, que vive um cenário de corte de recursos " como a USP e a Unicamp ", mas com o agravante de ter cerca de 800 professores contratados em regime precarizado. "As universidades estaduais não estão mais realizando o concurso público para contratar professores e funcionários, quando há uma aposentadoria ou uma exoneração, são feitas contratações precarizadas com salários baixíssimos", afirmou o idealizador da audiência, Carlos Giannazi (PSOL). "Tive acesso a alguns holerites de professores com valores de R$ 1.200 para 12 horas semanais. Isso na Unesp, uma das melhores universidades do Brasil. Além disso, todos os servidores da universidade tiveram valor de seu vale-refeição reduzido". O reitor Sandro Roberto Valentini foi convidado a participar do encontro, que será realizado no plenário Dom Pedro 1º, às 15h. Na ocasião, ele terá oportunidade de explicar o motivo das contratações precarizadas e da redução dos benefícios. Segundo Giannazi, a crise financeira que atinge as universidades públicas se deve aos repasses fixados em 9,57% do ICMS desde 1995, sendo que nesses 22 anos houve uma enorme expansão na quantidade de câmpus, de cursos e de alunos. Além disso, destaca a existência de maquiagem contábil que reduz o valor para 9,16% do ICMS: R$ 450 milhões a menos. "Esse percentual é insuficiente. Deveria ser aumentado para algo entre 10% e 11%", destacou o parlamentar.
12/09/2017 (00:00)

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